quarta-feira, 2 de abril de 2008

Bronzeador caseiro III

Almejar uma "marquinha" perfeita de sol é algo que têm levado várias mulheres a um caminho perigoso. Ao pesquisar casos parecidos com o da estudante baiana Fabiana Pissolato, encontramos ocorrências parecidíssimas, nas quais pacientes foram internados também por queimadura causada pelo mesmo produto que Fabiana utilizou: Chá de folha de figo.

No Rio de Janeiro, no verão de 2006, o Portal do Consumidor apontou que no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital do Andaraí, referência nacional na especialidade, o número de pessoas atendidas diariamente vítimas de queimaduras por bronzeadores caseiros (como o chá de folhas de figueira) dobrava a cada mês. Haviam sido atendidas 34 pessoas na emergência com queimaduras de primeiro e segundo graus. As marcas costumam aparecer 48 horas após a exposição solar pois é quando o chá da folha de figo age. Segundo o cirurgião Luiz Macieira, chefe do CTQ, o número aumentou principalmente nos últimos dias de verão, quando os níveis de radiação ultravioleta ultrapassaram o índice de 11, considerado extremo.
Leia mais: O sol que estraga a praia

Nesse ano os números foram bem mairores. O site O DIA Online, em sua editoria Ciência e Saúde apontou que desde o início do verão, em 21 de dezembro até a data da matéria (04/02), o CTQ do Hospital do Andaraí já havia atendido 90 casos de vítimas de queimaduras de primeiro e segundo graus. Os casos têm início na primavera e aumentam assustadoramente no verão.
Leia mais: Bronzeador caseiro pode causar desde coceira e irritação até queimadura

As queimaduras são comuns pois a substância presente no chá da folha de figo potencializa a radiação. Ao pesquisar em alguns fóruns encontramos também receitas do brozeador, alguns misturados até com sumo de limão. O Hospital de Andaraí deve ter se despedido do verão sem muitas saudades.

domingo, 30 de março de 2008

Bronzeador caseiro II

O uso de bronzeador caseiro foi sugestão de amigas. Fabiana Pissolato, estudante que ficou 14 dias internada com queimaduras de 2º grau, se bronzeou em casa durante cerca de 30 minutos. A atividade é rotineira, mas dois dias depois, bolhas surgiram por todo o corpo.

A jovem de 25 anos utilizou chá de folha de figo para se bronzear mais rápido. Foi a primeira vez que o produto foi usado. Fabiana foi liberada do Hospital do Oeste em Barreiras (BA) no dia 20/03, mas deve permanecer 1 mês em casa para prevenir marcas e manchas.

Efeitos imprevisíveis

O óleo da folha de figo é um bronzeador rápido e barato, propriedades que funcionam como atrativos poderosos. A figueira é encontrada facilmente, na via pública mesmo, e sua aplicação é feita em conjunto com um óleo para a pele. A princípio nenhuma alteração mais grave é notada, os sinais costumam aparecer 48 horas após o uso.

É a substância psoraleno encontrada na folha de figo, a responsável pelas lesões. Ela potencializa os efeitos da radiação ultravioleta. Sua capacidade de estimular a pigmentação é usada em tratamento de doenças como vitiligo, mesmo assim com pouco tempo de exposição solar.

Veja a reportagem do Bahia Meio-Dia sobre o caso e entrevista com a estudante

quarta-feira, 26 de março de 2008

Bronzeador caseiro causa queimaduras

A jovem Fabiana Pissolatto sofreu queimaduras de 2º grau causadas pelo uso de bronzeador caseiro feito com chá de folha de figo. A estudante ficou 14 dias internada no Hospital do Oeste na cidade de Barreiras (BA).

Dove Evolution

Onde está a beleza verdadeira?
Até que ponto isso é editado ou não?


Campanha "Real Beauty", da Dove:

domingo, 23 de março de 2008

Bagunça, chocolate e rua!

Assim foi o feriadão das blogueiras que aqui vos falam. Entre um bis e outro vi umas coisinhas legais e resolvi mostrar a vocês: A primeira foi a revista virtual de fotografia Ideafixa citada por nossa amiga e companheira da bagunça do feriadão - Juli (cujo apelido recente eu não posso comentar, apesar de se encaixar como uma luva), onde artistas homens estão vestidos de noivas...muito bom.

O fotográfo, Jorge Bispo, traz outros ensaios muito interessantes em sua página pessoal. Logo na capa está Lázaro Ramos, num vestido bonito mas um tanto quanto clássico...rsrs. Para acessar mais facilmente este ensaio, click na aba "índice" e vá até o fotógrafo Jorge Bispo.

A outra coisa que vi foi o anúncio de uma peça que está em cartaz em Curitiba, e que foi resenhada pela Folha Ilustrada - "Amélia - Mulher Mata Marido a Martelada". Fico pensando...quantas "amélias" não já devem ter sentido a mesma vontade...se eu, que não sou nem um pouco amélia, tenho vontade as vezes de dar uns bons cascudos em homens chatinhos, imagina uma mulher que vive na repressão...alguém aí quer me ceder uma viagem à Curitiba? :P
É...depois deste feriadão cansativo, dar mais umas boas risadas seria muito bom!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Cuidado com meu coração!



Não, este não é um texto sobre os insondáveis recantos do coração feminino (ave!), pelo menos não no sentido que todos imaginam. O coração da mulher tem sim seus segredos e alguns deles merecem atenção especial. Segundo o Ministério da Saúde, as doenças do aparelho circulatório representam cerca de 35% dos óbitos femininos. Ainda que sejam as principais causas de mortes entre as mulheres, as doenças cardiovasculares continuam cercadas do mito de gênero, ou seja, que são “doenças de homens”.

Falar em mortalidade feminina é muitas vezes o mesmo que falar em mortalidade materna ou violência contra a mulher. São dados que não podem ser ignorados, mas a falta de atenção com os números citados acima é preocupante. As mulheres costumam se prevenir contra câncer e doenças sexualmente transmissíveis, mas exames cardíacos não fazem parte da rotina. No site Atmosfera Feminina há uma lista de exames importantes para as mulheres.

Para nós é diferente

A mulher costuma apresentar sintomas atípicos. Ao invés de forte dor no peito e falta de ar, comum no sexo masculino, as mulheres sentem dor de estômago e indisposição. O problema também se manifesta mais tarde, geralmente a partir dos 55 anos, mais ou menos 10 anos após os homens.

Mesmo com taxas de incidência de doenças cardiovasculares maiores do que as masculinas, a preocupação com essa área da saúde da mulher é recente.

Entrevista

A incidência de doenças cardiovasculares em mulheres é o assunto da entrevista cedida pelo médico e professor da USP Otávio Celso Eluf Gebara para o Pod Ter Saúde*. Fatores causais, diferenças entre os gêneros e formas de prevenção são alguns dos assuntos abordados.

*No portal são disponibilizadas outras entrevistas com médicos e pesquisadores sobre temas variados, sempre em podcasts.

quarta-feira, 12 de março de 2008

“O feminismo não é mais aquele”

É costumeiro ouvir a expressão “não é mais aquele” quando algo se modifica a ponto de não reconhecemos mais como era antigamente. Ela me veio à mente hoje, ao ler uma entrevista no portal G1 sobre o Dia Internacional da Mulher. Na entrevista, a professora da USP Maria Elisa Cevasco fala um pouco acerca de suas impressões sobre esse “quase coroa” que é o movimento feminista, 40 anos depois da queima dos sutiãs.

Para a professora “O feminismo só seria possível em uma outra sociedade, regida por valores humanos e não mercadológicos”, difícil saber onde isso realmente aconteceria, (se alguém descobrir me conta que eu quero conhecer), sabe como é...passar da adolescência acaba um pouco com nossas utopias. Em minha opinião...o feminismo se perdeu pelo exagero. As mulheres quiseram muito ser iguais aos homens, só que nesta busca por ser igual elas resolveram trazer pra si não somente as coisas boas, como tudo o que havia de pior, ou seja, virou um machismo-fêmea. Mulheres se orgulham de proferir palavrões que envergonharia até os seres mais liberais, são muito mais grosseiras e mal-educadas e costumam ser preconceituosas consigo mesmas...é só ver uma mulher ao volante, por exemplo, que já insinua que a outra não dirige bem, opinião da maioria dos homens.

Por mais que nos pareça que o feminismo não consiga mais chegar a lugar nenhum, pois não são mais tão visíveis as imensas disparidades que existiam a 30-40 anos atrás, eu já acho que muito de bom foi alcançado. A diferença salarial não é mais tão absurda, vemos cada vez mais mulheres ocupando espaços e empregos que eram culturalmente masculinos, mulheres chefiando famílias, mulheres que conseguem ser “maravilhas” - fazendo tudo o que os homens fazem sem perder o controle da situação e ainda assim mantendo o sorriso e retocando o batom. Estaria sendo estúpida e alienada se dissesse que não há mais preconceito ou que o machismo já morreu, até porque estou cansada de ouvir que meu irmão que é machinho pode fazer tal coisa...e eu não posso porque sou mocinha (ihg – odeio isso!).

Eu não vou mais me prolongar, acho que falei muita coisa e no fim não falei quase nada...só vou deixar um trecho da lei Maria da Penha - Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. É bom lembrar dela e da importância que ela tem numa sociedade culturalmente machista. Não é necessário nem se esforçar muito para ver estes traços, basta observar os próprios comentários redigidos pelos leitores da entrevista citada para ter uma vaga idéia de como mesmo as mulheres são preconceituosas. Esta lei foi um grande passo para nós, mas pela própria forma como ela é descrita, é possível ter uma idéia de em que ponto estávamos:

“Art. 2º Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social”

Eu não sabia que era ser humano, juro!